O gênero emocore nasceu em Washington, na década de 80, para designar bandas que tocavam letras introspectivas, com batida pesada. Hoje, as principais são Good Charlotte, The Used e My Chemical Romance. ‘É uma vertente do hardcore, por sua vez fruto do punk. Mas os punks têm letras políticas, enquanto as composições emos falam do que os adolescentes sentem’, diz Marco Badin, dono da casa noturna Hangar 110. Essa é a chave do sucesso do emocore. Emos são expansivos. Gostam de trocar elogios, abraços e beijos em público. Ainda que não tenham um relacionamento, amigas emos se chamam de ‘maridas’. ‘As pessoas precisam cada vez mais dizer e ouvir um ‘eu te amo’. De nada vale ser o fortão’, diz o jovem emo Rafael.
Confira algumas das características da tribo:
perdidos e rejeição dos pais
Saiba quais são as roupas e os acessórios desses adolescentes
É facílimo identificar um emo, mesmo que você nunca tenha ouvido falar neles. A marca registrada está no cabelo, com franja usada em cima dos olhos, somente de um lado do rosto. O visual é a própria contradição da adolescência. “Ao mesmo tempo que demonstram rebeldia, que aparece no preto, têm também uma vontade de se manter na infância, daí os ícones infantis”, afirma a jornalista de moda Lilian Pacce.
WILMA FLINTSTONEColares e pulseiras são inspirados na personagem.
BUTTONS Os emos adoram usar broches em bonés e mochilas.
INFANTIL A camiseta mescla rebeldia com um desenho fofinho.
Diminutivos – Trocam amor por amorzinho, lindo por lindinho, cão por
cãozinho, e por aí vai
Internetês – Conversam trocando letras e assassinando a gramática.
“Sabia que eu te amo?” se transforma em “Xabia q eu ti amu?”
Paraguaios – Ou emos “posers”, que não gostam da música, mas se vestem com as mesmas roupas da tribo
“Oi, lindo!”, “Oi, linda!” e “Que meeeigo!” ou “Que fooófis!!!”, “Ela é minha marida” são os termos mais usados pelos emos
cãozinho, e por aí vai
“Sabia que eu te amo?” se transforma em “Xabia q eu ti amu?”
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